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Insights dentro do processo analítico

  • Foto do escritor: Clarisse Brum Pires
    Clarisse Brum Pires
  • há 58 minutos
  • 1 min de leitura

Sabe aquele momento em que você fala algo na análise e, ao se escutar, pensa: “Nossa, é isso!”?


Muitas vezes, chegamos ao consultório esperando que o analista nos dê a direção ou diga exatamente o que fazer. Essa expectativa é fundamental para o início do tratamento. Na psicanálise, chamamos isso de “Sujeito do Suposto Saber”.


Mas o que isso significa na prática? Lacan utilizava esse termo para explicar aquele fenômeno em que o paciente deposita no analista um conhecimento total sobre sua própria dor e sua vida. É como se acreditássemos que o analista detém um saber sobre nós mesmos que não acreditamos possuir.


Embora essa confiança seja o motor que nos faz buscar ajuda, a verdade é que o analista não guarda essas respostas em uma gaveta. Ele atua como um espelho e um provocador. Ele instiga e questiona para que o analisando descubra o saber que, na verdade, sempre foi seu, mas estava escondido no inconsciente.


Na cena, o personagem Harry demonstra um saber sobre seu processo analítico. Ele reconhece que não foi ali buscar uma fórmula pronta, mas para se escutar dizer o que precisava ser dito.


É através dessa escuta de si mesmo que podemos revelar verdades sobre nossa história que, até então, eram desconhecidas. Afinal, a análise não te dá as respostas, ela te ajuda a suportar e a descobrir as suas próprias.


Você já teve algum desses insights ao se ouvir em voz alta?


Séries: Os Casos de Harry Hole (Netflix)


 
 
 

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